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Pesquisas eleitorais terminam primeiro turno abaixo do resultado das urnas
Redação
Brasília — O resultado do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 colocou em evidência a diferença entre as últimas pesquisas de intenção de voto e a votação registrada nas urnas.
Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) alcançou 45,16%. A diferença final foi de 1,87 ponto percentual.
Na véspera da votação, entretanto, alguns dos principais levantamentos ainda apontavam Lula numericamente à frente. O Datafolha, por exemplo, indicava 45% para Lula e 42% para Flávio entre os votos válidos. A pesquisa tinha margem de erro de dois pontos percentuais.
Na Quaest, divulgada em 3 de outubro, Lula aparecia com 46% dos votos válidos, contra 45% de Flávio. Já a CNT/MDA apontava 47,8% para Lula e 42,1% para Flávio.
Diferença chegou a vários pontos
Comparando a última pesquisa Datafolha com o resultado das urnas, Flávio terminou com 5,03 pontos percentuais a mais do que o instituto havia estimado, enquanto Lula ficou 0,16 ponto acima da estimativa.
Na CNT/MDA, a diferença para Flávio chegou a aproximadamente 4,93 pontos percentuais, considerando os votos válidos divulgados antes da eleição. A Quaest, por sua vez, estimava Lula em 46% e Flávio em 45%; nas urnas, Flávio terminou com 47,03% e Lula com 45,16%.
Os números mostram que, principalmente no caso de Flávio, houve uma diferença relevante entre algumas das últimas fotografias eleitorais produzidas pelos institutos e o resultado efetivamente registrado.
Especialistas e analistas eleitorais também destacam que pesquisas não são previsões do resultado final. Elas representam as intenções dos entrevistados no período em que as entrevistas são realizadas, podendo sofrer alterações até o dia da votação.
O resultado também reacendeu o debate sobre os métodos utilizados pelos institutos, especialmente diante de uma eleição extremamente apertada. Levantamentos publicados antes do primeiro turno apontavam, em geral, Lula numericamente à frente de Flávio, embora em vários casos dentro da margem de erro.
Com a definição do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os institutos iniciam uma nova rodada de pesquisas. Os próximos levantamentos terão como objetivo medir o cenário após o resultado das urnas e a redistribuição dos votos dos candidatos que ficaram fora da disputa.